domingo, 3 de abril de 2022

A ASTRÓLOGA QUE PREVIU A ASCENSÃO DE HITLER

 

Elsbeth Ebertin, (1880-1944), astróloga alemã nascida em Munique, ficou célebre em 1923 depois de ter publicado o seu almanaque anual de profecias com o horóscopo de Adolf Hitler, então com trinta e quatro anos de idade. Na sua interpretação, Ebertin revelou a firme convicção de que ele imprimiria ao “pêndulo da história um impulso poderoso” e que subiria tão alto quanto Mussolini. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

EDITORIAL


A “mais persistente alucinação do homem” segundo Franz Cumont, “puta da Babilônia”, “filha tola e infame da astronomia” segundo Kepler, “dama desonrada” segundo o escritor Walter Scott, são muitos os adjetivos recebidos pela astrologia por parte de seus adversários e detratores. No entanto, a verdade é que ela tem atravessado os séculos sem perder o crédito, pelo menos entre o povão e não é sem motivo que Rudolf Thiel afirmou ser a astrologia o movimento espiritual mais bem sucedido de todos os tempos. Por mais que os astrônomos a reneguem, os céticos a escarneçam e os religiosos esperneiem à sua menção, ela continua de pé desafiando o tempo e sobrevivendo até mesmo aos astrólogos ignorantes, aos fabricantes de horóscopos de jornais, aos seus detratores e, sobretudo, aos misticóides que sem nenhum conhecimento astrológico apelam para ela para justificar suas profecias estapafúrdias. 

Texto de Bira Câmara

domingo, 23 de janeiro de 2022

A astrologia no teatro do século XVII

Em meados do século XVII, a astrologia já não gozava do mesmo prestígio que teve na Idade Média e Renascença entre o público letrado. Com a fundação da Acade­mia das Ciências na França em 1666, Colbert (ministro das finan­ças de Luís XIV) excluiu a astrologia das disci­plinas oficialmente reconhe­cidas, sob a alega­ção de que não tinha fundamento cien­tí­f­ico. Este evento marcou o des­crédito da astrologia no mundo acadêmico e, logo em seguida, os países católicos retiraram a cadeira desta ma­téria das suas universi­dades. 

Texto de Bira Câmara (publicado originalmente em 28-11-2008, no endereço anterior do Astroanedotário)

sábado, 22 de janeiro de 2022

A Estrela de Caxias


Em 19 de março de 1843, o Duque de Caxias (então Barão), na Presidência e Comando das Armas da Província do Rio Grande do Sul, iniciava a marcha triunfal que colocaria fim à Guerra dos Farrapos, uma luta fratricida que já durava 8 anos. O Exército que iria comandar estava a pé, no Passo São Lourenço, e, para remontá-lo executou uma ousada e bem sucedida manobra, transportando por grande distância (desde o Rincão dos Touros em Rio Grande, passando por Pelotas, São Lourenço, Camaquã e Tapes), 7.000 cavalos que devolveram a mobilidade àquelas tropas cujo comando lhe fora destinado.

Neste dia, “seus soldados divisaram nos céus um fenômeno jamais visto. Era um enorme cometa que os soldados logo batizaram – É a boa estrela do nosso general barão de Caxias! É a Estrela de Caxias!”

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Alexandre o Grande, destino escrito nas estrelas

Como todos os grandes conquistadores e homens predestinados, Alexandre, o Grande (356-323 a.C.) teve um nascimento cercado de prodígios e sinais anunciadores do seu futuro brilhante. Era filho do rei da Macedônia, Felipe, e de Olímpias, sacerdotisa de um culto dedicado a orgias sagradas na Samotrácia. Segundo Plutarco, durante as cerimônias deste culto ela dançava envolvida por serpentes domesticadas. 

Texto de Bira Câmara

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

O horóscopo do filho do rei Alcaraz

No Libro de buen amor (1330 y 1343), um clássico da literatura espanhola medieval,  o seu autor -  Juan Ruiz, Arcebispo de Hita, (1283-1350) - relata o triste destino do filho do rei mouro Alcaraz. Nosso destino é regido pela posição das estrelas, nos diz ele, e para provar sua afirmação conta esta história nas estrofes 129-139 de sua obra.

Quando seu filho nasceu, este rei chamou cinco astrólogos para levantar o horóscopo do menino. "Morrerá apedrejado", disse um deles; "há de ser queimado", afirmou outro; "o menino será jogado num penhasco", sentenciou o terceiro; "o infante será enforcado", disse o quarto; "morrerá afogado", prognosticou o último. Diante de previsões tão contraditórias, o rei considerou seus astrólogos impostores e mandou encarcerá-los.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

La Noche Triste de Cortés

Hernán Cortés, o célebre conquistador espanhol, tinha um astrólogo entre os seus guerreiros, figura temida e respeitada, que foi um dos protagonistas do célebre episódio que passou para a história como A Noite Triste.

Texto de Bira Câmara, extraído do Livro “Astroanedotário”

A história da conquista do México é recheada de histórias e lendas, algumas das quais, apesar de serem aceitas como verídicas acabaram refutadas pelos historiadores. Este é o caso das lá­gri­mas derramadas por Hernán Cortés ao pé de um cipreste na célebre Noche Triste. 


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O astrólogo do califa al-Mamoun

Faddel ben-Sahal, primeiro vizir do califa al-Mamoun, gozava de tal consideração desse monarca, que recebeu o título eminente de
Doul-riassatéh (senhor de dois comandos): este título designava o duplo poder que recebera graças a confiança que o califa depositava nele, colocando-o na chefia de todos os negócios do império, tanto civis como militares.

Texto de Bira Câmara

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A lua no imaginário poético

Orestes Barbosa, no traço de Nassara
Uma verdadeira plêiade de poetas como Cruz e Souza, Bilac, Fernando Pessoa, Baudelaire, Manuel Bandeira, Paulo Bonfim, entre outros, cantaram a lua em seus poemas e a consagraram como o astro dos poetas, dos loucos e dos apaixonados.

Texto de Bira Câmara

segunda-feira, 5 de março de 2018

A astrologia nas obras de Shakespeare

 
As referências astrológicas são abundantes no texto shakespeareano, o que não é de se estranhar pois a astrologia - como a alquimia e o hermetismo em geral - fazia parte da cultura do século dezesseis e fascinava não só as classes mais baixas, como também a aristocracia, os artistas e filósofos. 

Texto de Bira Câmara

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Walter Scott e o desencanto da astrologia

O célebre escritor escocês Walter Scott (1771-1832), criador do romance histórico, planejava escrever uma história cujo herói deveria ser um astrólogo, mas renunciou ao projeto depois de concluir que a astrologia já não tinha influência suficiente sobre os espíritos em geral nem mesmo para constituir o tema de um romance. 

Texto de Bira Câmara

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sirius, a estrela dos reis e morada dos deuses - I

Sirius é a maior e mais brilhante estrela nos céus, uma estrela binária, branca e amarela, situada na boca do cão maior (Canis Major). Na mitologia, Sirius tinha um papel importante e o simbolismo de Canis Major e seu brilho remonta pelo menos ao 3º milênio a. C.

Texto de Bira Câmara

Na astrologia e na poesia antigas há muitas referências às influências maléficas de Sirius: seu brilho era considerado sinal de augúrio maléfico para o homem mortal e também prenúncio de febres, pestilências e morte. “Quando sobe, a estrela do cão da constelação ardente traz seca e doenças mortais, e entristece o céu com sua luz desfavorável...” Mas esta fama odiosa da Estrela do Cão pode ter surgido por causa da péssima reputação do cachorro no Oriente, onde é visto como acirrado comedor de carniça e não tem o apreço que os cães gozam atualmente nos lares do Ocidente. 

Sirius, a estrela dos reis e morada dos deuses - II

Quando Alexandre o Grande conquistou o Egito, depois de um assédio de seis meses ao porto de Tiro, a tomada da cidade coincidiu com a data astronômica da ascensão da estrela Sirius, ausente do céu durante um longo período. Ao reaparecer no horizonte oriental, Alexandre interpretou a efeméride como um anúncio de que em breve usaria a tiara dos Faraós. Por causa disso, ele modificou o calendário grego para que o momento do nascer de Sirius marcasse o começo do ano novo como era feito no Egito.

Texto de Bira Câmara

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Tibério, astrólogo

O imperador romano Tibério não só consultava astrólogos, como também sabia fazer e interpretar horóscopos com grande perspicácia. Teve a seu serviço Trasilo, célebre astrólogo da época. Sua mãe, como era hábito entre os antigos romanos, consultou o adivinho Escribonius, antes mesmo dele nascer, e ouviu a profecia do futuro brilhante que estava reservado ao seu filho.


Texto de Bira Câmara

Tibério tinha fama de ser astrólogo perspicaz, como o demonstra um episódio narrado por Tácito. O imperador chamou Sérvius Galba para um colóquio e depois de o sondar sobre diversos assuntos disse-lhe, em grego: “Tu também, Galba, um dia experimentarás o império”, anunciando o poder tardio e breve de Galba, graças ao seu conhecimento da arte dos caldeus. Só não o condenou à morte porque sabia que ele alcançaria esta posição em idade avançada e, portanto, não se constituía ameaça para ele.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Camões e a astrologia

Como homem de seu tempo, Camões não era alheio à astrologia e encontramos muitas referências astrológicas nos seus versos épicos e líricos.

Texto de Bira Câmara

Segundo o escritor e astrólogo português Mario Saa (1893-1971), Camões nasceu no dia 23 de janeiro de 1524, precisamente às 20 horas e 40 minutos. 

sábado, 23 de janeiro de 2016

O quadro que é um tratado de astrologia

Leonardo da Vinci (1452-1519), além de artista genial, arquiteto, físico, engenheiro, astrônomo, inventor, escritor e músico, como homem do seu tempo não poderia deixar de interessar-se também pela astrologia. 

A astróloga brasileira Emma de Mascheville, através de um brilhante estudo, nos revelou que a sua tela “Última Ceia” contém um profundo significado astrológico. Há um simbolismo na composição do quadro, nas suas linhas, luzes e dimensões, que leva à conclusão de que foi concebido como se obedecesse a referências astronômicas e numero­lógicas. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Igreja e a astrologia

Ao longo da Idade Média a Igreja nunca chegou a condenar expressamente a astrologia como um todo, mas perseguiu o charlatanismo e a crença deliberada no fatalismo astrológico total. Muitos padres e papas cultivaram a astrologia até a época moderna, embora oficialmente a Igreja desconfiasse da tentativa pagã de justificar as ações humanas por meio do determinismo planetário e estelar, o que implicava na negação da liberdade e, portanto, da responsabilidade do homem no mundo. Além disso, havia o risco de incentivar a adoração das divindades e potências sobrenaturais a que se atribui a regência dos astros. 

Texto de Bira Câmara

Os papas e a astrologia

A Idade Média é considerada como a fase áurea da astrologia, quando a doutrina astrológica penetrou até no Vaticano e vários papas como Silvestre II, se interessaram pela astrologia. Assim, não é de se estranhar que no final do século X, este pontífice cultivasse não só a astrologia como a alquimia e em sua casa podia ser vista uma estampa astrológica reproduzindo o sistema planetário descrito por Ptolomeu e que dominaria o Ocidente por muito tempo: a Terra no centro do Universo, rodeada por nove esferas concêntricas, representando planetas e constelações.


Texto de Bira Câmara

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dante e a astrologia

DANTE web

Dante Alighieri (1265-1321), também foi adepto da astrologia, que em sua época era ensinada na Universidade de Bolonha (desde 1125), onde ele estudou. Brunetto Latini, que havia sido o seu professor de eloqüência e retórica, fez o horóscopo de Dante. 


Texto de Bira Câmara

Sinal dos Tempos


O “causo” que vou contar não tem muito a ver com astrologia, mas não deixa de ser interessante para quem se interessa pelo lado anedótico do tema profecias. 


Texto de Bira Câmara

A ASTRÓLOGA QUE PREVIU A ASCENSÃO DE HITLER

  Elsbeth Ebertin, (1880-1944), astróloga alemã nascida em Munique, ficou célebre em 1923 depois de ter publicado o seu almanaque anual de p...