Arquivo de setembro, 2003

18
set

Tira-Gosto XII

   Publicado por: Bira Câmara   em Tira-Gosto

18
set

A astrologia na Antigüidade

   Publicado por: Bira Câmara   em Pílulas

O ofício de astrólogo e adivinho era dos mais arriscados na Antigüidade, pois os poderosos não costumavam perdoar as profecias acertadas, quando anunciavam desastres, nem quando falhavam, se previam sucessos.

  • Nabucodonosor, rei da Babilônia, mandou executar todos os adivinhos porque não conseguiam interpretar um de seus sonhos.

  • Na Atlântida, segundo a lenda, seus habitantes executaram os adivinhos que previram a destruição do continente.
  • Já o profeta Isaías acabou executado por Manassés, por ter anunciado a destruição de Jerusalém.
18
set

Vespasiano

   Publicado por: Bira Câmara   em Astrólogos, Previsões

Vespasiano, imperador romano de 69 a 79, proibiu os astrólogos de pisar território italiano, só fazendo exceção para Barbílio, a quem consultava. Desde a infância teve a convicção de que seria imperador um dia, devido a inúmeros presságios. Quando veio ao mundo, um arúspice anunciou à sua avó “que lhe nascera um neto que seria César”.

Tinha tal segurança no seu horóscopo e no de seus filhos que não se preocupava com as freqüentes conspirações tramadas contra ele. Chegou a declarar no Senado “que a não ser seus filhos, ninguém mais o sucederia”. Suetônio conta que Vespasiano viu, em sonho, “uma balança em perfeito equilíbrio, tendo, num dos pratos Cláudio e Nero, e no outro ele e seus filhos”. E, por incrível que pareça, reinaram ambos os lados durante o mesmo número de anos.

Pouco antes de morrer, acometido de séria doença, o imperador teimava em levar vida normal, dedicando-se às tarefas do Estado, apesar do alerta dos médicos. Ao que ele respondia: “É preciso que um imperador morra em pé”. Quando ouviu murmúrios de seus cortesãos a respeito da passagem de um cometa, que segundo a crença popular anunciava a morte do imperador, teria dito: “Este cometa cabeludo não tem nada a ver comigo. Ele ameaça o rei dos partas que é cabeludo; eu sou careca!” Não lhe faltava senso de humor: aos primeiros sintomas de sua doença, antevendo a própria morte declarou: “Ao que me parece, começo a ser deus”.

18
set

Um caso clássico de “gêmeos astrais”

   Publicado por: Bira Câmara   em Previsões

Humberto I (1844-1900), rei da Itália, não teve nada a ver com a astrologia, mas sua vida até hoje é lembrada pelos astrólogos, para ilustrar um caso de “gêmeos astrais”. Conta-se que ele foi apresentado a um súdito que tinha muita semelhança física com ele. Depois de uma investigação, soube-se que este homem tinha nascido no mesmo dia e na mesma hora que o Rei, casara com uma mulher com o mesmo nome da Rainha e ambos tinham um filho chamado Vitório. Não bastasse isso, o súdito começara seu negócio no mesmo dia em que o Rei assumira o trono.

Quando estava em Monza, Humberto soube que aquele homem tomaria parte num torneio de tiro no qual ele faria a entrega dos prêmios e manifestou o desejo de encontrar-se novamente com o seu sósia.

Mas, perto da hora do encontro, o Rei foi informado que o sósia morrera num disparo acidental ao limpar a arma. E antes que pudesse chegar à cena do acidente, o próprio Humberto foi assassinado por um anarquista.

18
set

Rhaeticus, Copérnico

   Publicado por: Bira Câmara   em Astrólogos

Rhaeticus, Georg Joachim, nascido em 1514, foi o astrólogo discípulo de Copérnico a quem foi confiada a publicação de sua obra. Anexou ao sistema astronômico do mestre suas próprias predições e, no seu livro Narratio Prima, tentou provar que a data da segunda vinda de Cristo dependeria das variações de excentricidade da órbita terrestre. Deu também a estimativa da duração do mundo, seis mil anos, de conformidade com a profecia de Elias.

Na sua obra, “Os Sonâmbulos”, Arthur Koestler descreve-o como “enfant terrible e doido inspirado”, além de ser homossexual. Como Giordano Bruno e Paracelso, era uma espécie de “cavaleiro errante da Renascença” e desempenhava a mais admirada função de qualquer homem do século dezesseis: professor de Matemática e Astronomia.

A respeito de Rhaeticus, Kepler contou uma anedota interessante. Quando estava empenhado em decifrar as excentricidades da órbita de Marte, paralizado pela perplexidade e pela tensão, apelou, em último recurso, como oráculo, ao seu anjo da guarda. O indelicado espírito agarrou Rhaeticus pelos cabelos e lhe bateu repetidas vezes a cabeça contra o teto; depois, largou o corpo que foi bater contra o soalho. E ao fim deste tratamento, acrescentou: “eis os movimentos de Marte”. A piada pode ter um fundo de verdade e é bem possível que Rhaeticus, perturbado por uma especulação sem saída, se ergueu, furioso, e bateu a cabeça contra a parede…

17
set

Tira-Gosto V

   Publicado por: Bira Câmara   em Tira-Gosto

17
set

O astrólogo de D. Henrique, o Navegador

   Publicado por: Bira Câmara   em Astrólogos

Em Portugal os astrólogos não tiveram a mesma projeção e influência político-social que tiveram no resto da Europa, embora tenham desempenhado um papel de vital importância nos grandes descobrimentos marítimos portugueses no final do século XV. Os poucos astrólogos desta época que a história registra foram na maioria de origem judaica. Este é o caso do célebre Abraão Guedelha, reputado médico e sábio astrólogo judeu-português que atuou na corte do Infante D. Henrique (1394-1460), o Navegador.

D. Henrique encarregou mestre Guedelha de fazer o horóscopo do reinado de seu sobrinho D. Afonso V(1432-1481) no momento de sua coroação, em Tomar, a 10 de setembro de 1438. Como as predições de mestre Guedelha foram extremamente favoráveis, D. Henrique determinou que fosse concedida uma pensão à sua filha.

Conta-se que alguns anos antes, mestre Guedelha teria indicado ao pai dele, D. Duarte (1391-1438), o dia propício para a sua aclamação, mas este não aprovou a data e escolheu outra. Subiu ao trono em 14 de agosto de 1433 e tornou-se o undécimo rei de Portugal, realizando um curto reinado cortado de acontecimentos tristes, fomes e pestes. Segundo cronistas da época, a causa deste reinado infeliz foi não ter ouvido o conselho de mestre Gadelha…

17
set

Aníbal

   Publicado por: Bira Câmara   em Previsões

Entre os romanos, nenhuma batalha se travava sem que os generais tivessem consultado os augures, que sacrificavam um carneiro para inspecionar sua tripas. Às vezes jogavam grãos aos galos sagrados; se eles os devorassem com voracidade, era sinal que os deuses eram favoráveis, mas se ficassem indiferentes, a batalha deveria ser adiada para outro dia.

Conta-se que o célebre Aníbal, ao pressionar o rei da Bitínia, seu aliado, para atacar os romanos, ouviu dele a desculpa que os galos não quiseram comer. Ao que o cartaginês retrucou, indignado: “Então prefere a opinião de um frango a de um velho general?”

Muitas vezes os chefes militares se viam diante de situações embaraçosas, se ignorassem os presságios. No ano de 249 A.C., na batalha de Trapani, contra os cartagineses, o cônsul romano Claudius Pulcher foi advertido pelos áugures para que não atacasse a frota inimiga, pois os galos tinham se recusado a comer. O cônsul ordenou, então: “Joguem-nos ao mar! Se não querem comer, hão de beber!” Os marinheiros reagiram indignados, considerando esta ordem um sacrilégio. Recusaram-se a remar e, por causa disso, os romanos perderam aquela batalha…

17
set

Albumasar

   Publicado por: Bira Câmara   em Astrólogos, Previsões

Inúmeras anedotas e casos interessantes são creditados a Albumasar (c.787-886), considerado o astrólogo mais célebre de Bagdá em seu tempo. Começou sua carreira como estudante do Hadîth, ou tradições do profeta Maomé, e só depois dos trinta ou quarenta anos de idade é que passou a dedicar-se a astrologia. Então adquiriu fama como astrólogo admirável, devido ao seu conhecimento enciclopédico e às previsões certeiras. São atribuídas a ele a autoria de cerca de cinqüenta livros, entre os quais “As Flores da Astrologia”, traduzida em latim e uma das primeiras obras impressas na Alemanha por Gutemberg. Ler texto completo »

16
set

Tira-Gosto VI

   Publicado por: Bira Câmara   em Tira-Gosto

WP SlimStat