Sétimo-Severo

Sétimo-Severo, imperador romano de 193 a 211, desde cedo acreditara nas previsões de astrólogos e os consultava quando precisava tomar decisões importantes. Antes de se tornar imperador, quando perdeu a mulher e fazia planos para segundas núpcias, mandou tirar o horóscopo das moças de boa família que estavam disponíveis para casar.

Mas, segundo as regras da astrologia, os temas que levantou eram pouco animadores. Soube, então, que na Síria havia uma jovem chamada Júlia à qual os astrólogos haviam predito que se casaria com um rei. Nesta época, Severo não era mais do que embaixador; correu a pedi-la em casamento e foi atendido. Mas, algum tempo depois, ficou atormentado de dúvidas: seria ele o esposo coroado que o destino reservara a esta mulher, nascida sob tão feliz configuração astral? Será que ela não teria um segundo marido, que se tornaria rei? Para tirar a dúvida, depois de muita reflexão, Severo foi à Sicília consultar um famoso astrólogo. O imperador Cômodo ficou sabendo disso e ficou furioso. A sua cólera era temível mas, por sorte, Severo tinha muitos amigos na corte e graças a intervenção deles escapou do pior. Logo depois Cômodo morria estrangulado pelo atleta Narciso e o destino previsto para a sua mulher cumpria-se.

Segundo alguns historiadores, além de ter um astrólogo particular, Severo chegou a estudar astrologia e teve como mestres os astrólogos Aomar e Benal. Tinha tanto apreço pela matéria que mandou gravar representações das estrelas em vários edifícios que mandou construir.

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