7
nov

Sinal dos Tempos

   Publicado por: Bira Câmara  em Previsões

O “causo” que vou contar não tem muito a ver com astrologia, mas não deixa de ser interessante para quem aprecia o lado anedótico do tema ‘profecias’. Quando editei o “Jornal do Bibliófilo”, em 2006, tive o privilégio de entrevistar um dos maiores alfarrabistas do Brasil, o Sr. Luiz Oliveira Dias, conhecido pelos amantes de livros como o Seu Luiz da Livraria Ornabi. Português de nascimento e brasileiro por adoção, hoje aposentado, é figura conhecida e estimada por todos os bibliófilos do Brasil e de Portugal. Sua livraria foi considerada o maior sebo do mundo e chegou a contabilizar mais de 300 mil volumes de todos os gêneros. Nos anos noventa, um jornalista paulista chamou a Ornabi de “Livraria do Nome da Rosa”, comparando-a à biblioteca que Umberto Eco imortalizou em seu romance. Em 2003 o cineasta Luiz Nazario rodou um curta-metragem em DVD onde Fernando Pessoa percorre a livraria Ornabi, em São Paulo, à procura de um livro raro, conversa com Seu Luiz e, mais tarde, com um crítico literário que lamenta o fim da literatura, da filosofia e do cinema na era digital. Um roteiro verdadeiramente emblemático…

Mas isso é apenas um preâmbulo para contar uma de suas histórias. Ler texto completo »

5
nov

Teófilo de Edessa

   Publicado por: Bira Câmara  em Astrólogos, Previsões

O primeiro escritor astrológico notável entre os árabes foi um grego, Teófilo de Edessa (c. 695-785), influenciado pela astrologia hindu. Escreveu quatro tratados astrológicos em grego, sendo que um deles tratava exclusivamente de astrologia militar. Em idade avançada, ele se tornou o astrólogo da corte do Califa Al-Mahdî (m.785), que o tinha em alta estima por causa da sua perícia na arte da astrologia. Há uma anedota interessante sobre esses dois personagens: Ler texto completo »

30
out

Astrologia e política

   Publicado por: Bira Câmara  em Política, Previsões

Quando tinha dezesseis anos, Fernando Collor de Mello foi com a namorada consultar um astrólogo em Maceió. O homem disse que eles não iam se casar, o que de fato não aconteceu. Em seguida, afirmou que Collor seria eleito presidente da República, mas seria assassinado no cargo. Quando foi pedido o seu impeachment, o presidente lembrou-se dessa história e passou a acreditar que algum fanático do PT iria matá-lo.

Essa história foi contada por P. C. Farias a Geraldo Bulhões e um banqueiro em 1994. Segundo ele, isso explica a “paralisia” de Collor durante os dias que antecederam o seu impeachment

Esse é apenas um dos muitos casos interessantes contados por Getúlio Bittencourt na obra À Luz do Céu Profundo, Astrologia e Política no Brasil. O livro é um verdadeiro manancial de informações para astrólogos e historiadores, com mapas de políticos brasileiros do passado e da atualidade, análises e métodos de previsão, além de uma breve história da astrologia, do império romano até nossos dias.

Respaldado pela experiência de mais de 30 anos de jornalismo, Getúlio nos mostra um extenso painel da relação entre astrólogos e políticos de todos os tempos.

Uma das previsões mais conhecidas de Bittencourt, como astrólogo, é que Tancredo Neves não tomaria posse a 15 de março de 1985.

Vale a pena conhecer: http://www.scribd.com/doc/3198654/Luz-do-ceu-profundo-A-astrologia-e-politica-no-brasil-Getului-Bittencourt
29
out

Máximas e preceitos para uso de astrólogos

   Publicado por: Bira Câmara  em Pílulas

Não procures no céu o teu futuro! No teu coração estão as estrelas do teu destino.

“Vaidade da Astrologia”, Basiléia, 1497
(A frase “No teu coração estão as estrelas do teu destino” é atribuída a Schiller, por André Barbault em “O conhecimento da Astrologia”.)

Tudo está pleno de sinais e o sábio conhece uma coisa pelos indícios que recebe de outra.

Plotino

Não há nada no mundo que não tenha seu momento decisivo, e a obra-prima da boa conduta consiste em não deixá-lo passar.

Cardeal de Retz

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28
out

A astrologia no teatro do século XVII

   Publicado por: Bira Câmara  em Teatro

Em meados do século XVII, a astrologia já não gozava do mesmo prestígio que teve na Idade Média e Renascença entre o público letrado.

Com a fundação da Acade­mia das Ciências na França em 1666, Colbert (ministro das finan­ças de Luís XIV) excluiu a astrologia das disci­plinas oficialmente reconhe­cidas, sob a alega­ção de que não tinha fundamento cien­tí­f­ico. Este evento marcou o des­crédito da astrologia no mundo acadêmico e, logo em seguida, os países católicos retiraram a cadeira desta ma­téria das suas universi­dades. Ler texto completo »

25
out

Tira-Gosto IX

   Publicado por: Bira Câmara  em Tira-Gosto

24
out

Predição perigosa

   Publicado por: Bira Câmara  em Previsões

A História registra muitos casos de astrólogos que pagaram com a vida ou prisão a audácia de predizer infortúnios aos poderosos. E o pior é que muitas vezes seus nomes nem são lembrados pela posteridade…

Estas anedotas são tão parecidas que nos levam a duvidar se aconteceram de fato ou se são lendas recriadas ou recontadas mudando-se personagens e cenários, como esta: Ler texto completo »

22
out

Poetas da Lua e das estrelas

   Publicado por: Bira Câmara  em Literatura

A Lua, Vênus (estrela Vésper) e as estrelas são temas recorrentes na produção poética através dos tempos.

Os poetas da antiguidade cantaram a Lua, mas o fizeram sobretudo para celebrar nela a divindade mitológica múltipla e diversa: Febe – chama noturna do mundo -, Diana – a caçadora -, Hécate – guardiã dos infernos -, Lucina – que ajuda as mães a pôr filhos no mundo. Ler texto completo »

21
out

Dürer, o pintor que anunciou a Nova Era

   Publicado por: Bira Câmara  em Artes Plásticas, Previsões

Albrecht Dürer (1471-1528), célebre pintor e gravador alemão, gozou do apoio e proteção de vários soberanos, como os imperadores da Alemanha Maximiliano I¹, de Habsburgo, Fernando I, e o rei da Espanha e Alemanha Carlos V², que lhe deu um título de nobreza e fez dele o seu pintor oficial. Foi amigo de personalidades nos mais diversos campos de atividade: Erasmo, Lutero, Leonardo da Vinci e Ticiano. Uma de suas obras mais conhecidas e enigmáticas é a famosa Melencolia, repleta de simbolismo alquímico e astrológico. Há quem veja nela a representação da passagem de uma era para outra, dos Peixes para o Aquário. Na gravura, datada de 1514, vê-se um cometa ao fundo por trás de um arco íris; sem dúvida o artista reproduziu o cometa que viu passar durante os anos de 1513-1514. Como o astro se inclina para a Balança, um de seus significados pela conotação de prenúncio de calamidade é o de Fim dos Tempos, pois este signo se relaciona com o Juízo final. Na parte direita da gravura, uma ampulheta sobre um Quadrante Solar representa a precipitação dos eventos do período final do ciclo terrestre, enquanto a escada de sete degraus poderia simbolizar os Sete Milênios, as idades do mundo. A palavra Melencolia, bem como a Virgem pensativa, reforça a conotação de ocaso presente na obra; o temperamento melancólico é o último dos quatro temperamentos da medicina tradicional de Hipócrates e corresponde analogicamente à Idade de Ferro. O cometa, astro de fogo, simboliza o Sol da Justiça que provocará a completa renovação do mundo ao incendiar a Terra, destruição que assinalaria também o advento de um novo ciclo terrestre, uma nova Idade de Ouro. A riqueza simbólica da obra de Dürer tornou-o uma figura lendária, e muitos acreditam que o artista teria sido um verdadeiro iniciado nos misterios alquímicos.

NOTAS:

  1. Maximiliano I, de Habsburgo (1459-1519), subiu ao trono da Alemanha em 1493. Alquimista e adepto da astrologia, foi cognominado o Rei Branco (um título obviamente iniciático) e o Último dos Cavaleiros. É considerado também um dos pioneiros da ideia da unidade européia.
  2. Carlos V (1500-1558), rei da Espanha em 1516 e imperador da Alemanha em 1519, tornou-se senhor de extensos domínios: além da Espanha e suas colônias, seu império abrangeu uma parte da Itália, Flandres, Áustria. Sonhou tornar-se senhor do mundo mas teve de lutar contra o rei da França (Francisco I), contra os luteranos na Alemanha e contra o sultão dos Otomanos. Impedido de realizar seu projeto, cansou-se do poder e abdicou em 1555, retirando-se para um mosteiro na Espanha.
FONTES:

  • Gérard de Séde, “O Estranho Mundo dos Profetas”, Hemus Ed., 1984
  • Dicionário Prático Ilustrado, Lello & Irmão Ed., Porto, 1959
17
out

Morin de Villefranche, o último Astrólogo Real da França

   Publicado por: Bira Câmara  em Astrólogos

Segundo o estudioso argentino Dr. Carlos Raitzin, como astrólogo “o maior mérito de Morin e um dos seus mais consideráveis êxitos foi reconstituir os restos deformados de uma venerável Tradição Astrológica que ele recebeu exatamente na forma que correspondia, separando com tanto gênio e precisão o joio do trigo. Os excessos fantasistas dos árabes haviam desembocado na Idade Média européia com uma Astrologia grotescamente ‘enriquecida’ de quantos elementos imaginários se poderia imaginar.” Ler texto completo »

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