No mês passado, os noticiários da TV deram destaque a uma grande bobagem: o fictício começo da era de Aquário. Por conta dos versos da canção do musical Hair, que usam de licença poética para decantar a nova era, alguns imbecis (ou oportunistas) conseguiram seus minutos de glória dando entrevistas sobre o assunto. Eis os versos: “Quando a Lua estiver na sétima casa / E Júpiter alinhado com Marte / A paz guiará os planetas / E o amor irá além das estrelas / Esse é o começo da era de Aquário”. Acontece que, do ponto de vista astrológico, o início da era de Aquário não tem absolutamente nada a ver com isso: tal alinhamento planetário ocorre com grande freqüência. Qualquer astrólogo sério e bem informado sabe disso e não embarca nessa onda. Entrar em detalhes sobre a questão exigiria muito espaço e foge à proposta deste blog. Mas, eu pergunto: o que levou a grande imprensa a dar destaque para isso? Gosto pelo sensacionalismo, falta de assunto ou de inteligência? A resposta pode ser mais simples: em novembro do ano passado, a agência Reuters anunciou que o musical Hair voltará à Broadway em 2009… Esse barulho não passaria, pois, de uma campanha publicitária para o seu lançamento. Se isso está por trás da notícia, a credibilidade da grande imprensa fica, mais uma vez, seriamente sob suspeita. Aliás, isso não é notícia, mas puro press realease disfarçado ou propaganda gratuita, ardilosamente plantada no noticiário. Ler texto completo »
Goethe (1749-1832), além de escritor genial também se dedicou a estudos alquímicos e se interessou pela astrologia. Pesquisou o momento exato do seu nascimento e levantou horóscopos com o propósito de compará-los com o seu. Assim, registrou a coincidência entre sua casa solar (o signo de Virgem) e a casa lunar de Christiane Vulpius, a mais importante de suas amantes… Ler texto completo »
A estrela de Belém
Até hoje não há um consenso entre os especialistas e estudiosos quanto a verdadeira data de nascimento de Jesus Cristo. A única certeza é que ele não nasceu em 25 de dezembro, como comemoram os cristãos. Durante o reinado de Constantino (306 a 337), quando o cristianismo foi elevado a religião oficial do Império, transferiu-se a Natividade de Jesus para 25 de dezembro, o solstício de inverno, data em que os pagãos festejavam o nascimento de Helios, o deus Sol Invicto. Para combater as crenças pagãs, a Igreja resolveu transformá-la numa festa cristã, celebrando nesta ocasião o nascimento de Jesus. Também a misteriosa estrela de Belém tem sido alvo de especulações entre astrônomos, astrólogos e teólogos ao longo da história, sem que se tenha chegado a um consenso quanto a sua natureza. Ler texto completo »
Apesar de ter escrito uma novela que tem por subtítulo “O astrólogo” – Guy Mannering (1815) -, Walter Scott não tinha a astrologia em alta consideração. Na obra Letters on Demonology and Witchcraft (1830) ele dedica algumas páginas à astrologia e justifica a referência a essa “dama desonrada” num tratado sobre demonologia, “porque os astrólogos sempre pretenderam manter relação com os espíritos elementais, segundo os princípios da filosofia Rosacruciana, embora neguem fazer uso da magia negra ou da necromancia”. Aparentemente o seu conhecimento do assunto não ultrapassava os limites impostos pelos preconceitos da época e pelo lado anedótico da astrologia. Ler texto completo »
Luis XI
A autenticidade da maioria das anedotas e histórias de astrólogos e suas predições é quase sempre duvidosa: esses relatos variam de acordo com a crença ou descrença na astrologia por parte de seus autores. Quando o cronista é cético, ele costumeiramente põe em dúvida a veracidade da anedota e procura ridicularizar a figura do astrólogo; se é adepto da astrologia, ocorre o inverso. Não tenho dúvidas de que boa parte do anedotário astrológico foi inventada para denegrir ou enaltecer determinado personagem, ou apenas para desacreditar a astrologia. Mas onde há fumaça, há fogo. Os fatos podem não ter acontecido exatamente da maneira que foram relatadoas pelos cronistas, mas por certo algo de inusitado ocorreu. Ler texto completo »
Predições
- Um duque de Mântova tinha na sua estrebaria uma égua de raça que estava prenha e pariu um mulo. Anotou a hora e enviou emissários aos astrólogos mais célebres da Itália, pedindo-lhes o horóscopo do bastardo nascido em seu palácio. Matreiramente, não especificou que se tratava de um mulo. Os adivinhos se desdobraram para agradar ao príncipe, acreditando que fosse o seu filho. Uns predisseram que ele seria um grande general do exército, outros foram mais exagerados, mas todos, sem exceção, o cumularam de elevadas dignidades…
- Um dos médicos astrólogos do rei Carlos IX, da França, receitou-lhe um exercício para prolongar a vida: ficar girando sobre o calcanhar por uma hora, diariamente. Segundo o charlatão, cada volta dada significava um dia a mais de vida. Assim, todas as manhãs o rei se entregava a esse solene exercício, empenhando-se em rodopiar o maior número possível de vezes por esse espaço de tempo. Conta-se que os principais oficiais do Estado, os generais, o chanceler e os velhos juízes faziam piruetas sobre um pé só para imitar o príncipe e lhe fazer companhia… Ler texto completo »
As referências astrológicas são abundantes no texto shakespeareano, o que não é de se estranhar, pois a astrologia – como a alquimia e o hermetismo em geral – fazia parte da cultura do século XVI e fascinava não só as classes mais baixas, como também a aristocracia, os artistas e filósofos. Ler texto completo »
Sinal dos Tempos
O “causo” que vou contar não tem muito a ver com astrologia, mas não deixa de ser interessante para quem aprecia o lado anedótico do tema ‘profecias’. Quando editei o “Jornal do Bibliófilo”, em 2006, tive o privilégio de entrevistar um dos maiores alfarrabistas do Brasil, o Sr. Luiz Oliveira Dias, conhecido pelos amantes de livros como o Seu Luiz da Livraria Ornabi. Português de nascimento e brasileiro por adoção, hoje aposentado, é figura conhecida e estimada por todos os bibliófilos do Brasil e de Portugal. Sua livraria foi considerada o maior sebo do mundo e chegou a contabilizar mais de 300 mil volumes de todos os gêneros. Nos anos noventa, um jornalista paulista chamou a Ornabi de “Livraria do Nome da Rosa”, comparando-a à biblioteca que Umberto Eco imortalizou em seu romance. Em 2003 o cineasta Luiz Nazario rodou um curta-metragem em DVD onde Fernando Pessoa percorre a livraria Ornabi, em São Paulo, à procura de um livro raro, conversa com Seu Luiz e, mais tarde, com um crítico literário que lamenta o fim da literatura, da filosofia e do cinema na era digital. Um roteiro verdadeiramente emblemático…
Mas isso é apenas um preâmbulo para contar uma de suas histórias. Ler texto completo »
Teófilo de Edessa
O primeiro escritor astrológico notável entre os árabes foi um grego, Teófilo de Edessa (c. 695-785), influenciado pela astrologia hindu. Escreveu quatro tratados astrológicos em grego, sendo que um deles tratava exclusivamente de astrologia militar. Em idade avançada, ele se tornou o astrólogo da corte do Califa Al-Mahdî (m.785), que o tinha em alta estima por causa da sua perícia na arte da astrologia. Há uma anedota interessante sobre esses dois personagens: Ler texto completo »
Astrologia e política
Quando tinha dezesseis anos, Fernando Collor de Mello foi com a namorada consultar um astrólogo em Maceió. O homem disse que eles não iam se casar, o que de fato não aconteceu. Em seguida, afirmou que Collor seria eleito presidente da República, mas seria assassinado no cargo. Quando foi pedido o seu impeachment, o presidente lembrou-se dessa história e passou a acreditar que algum fanático do PT iria matá-lo.
Essa história foi contada por P. C. Farias a Geraldo Bulhões e um banqueiro em 1994. Segundo ele, isso explica a “paralisia” de Collor durante os dias que antecederam o seu impeachment…
Esse é apenas um dos muitos casos interessantes contados por Getúlio Bittencourt na obra À Luz do Céu Profundo, Astrologia e Política no Brasil. O livro é um verdadeiro manancial de informações para astrólogos e historiadores, com mapas de políticos brasileiros do passado e da atualidade, análises e métodos de previsão, além de uma breve história da astrologia, do império romano até nossos dias.
Respaldado pela experiência de mais de 30 anos de jornalismo, Getúlio nos mostra um extenso painel da relação entre astrólogos e políticos de todos os tempos.
Uma das previsões mais conhecidas de Bittencourt, como astrólogo, é que Tancredo Neves não tomaria posse a 15 de março de 1985.








