Domiciano, Asclétarion
Domiciano (51-96), imperador romano de 81 a 96, último dos doze césares, tinha um astrólogo particular que o aconselhou a executar Metius Pomposanius, porque se espalhara entre o povo o boato de que o seu horóscopo lhe prenunciava o governo do império. No entanto, este mesmo astrólogo foi incapaz de prever a ascensão de Nerva, que o sucedeu como imperador… Ler texto completo »
Na obra História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal (Livros V e VI), Alexandre Herculano fala do processo do astrólogo Aires Vaz, médico do Paço imperial, de origem hebraica, que fizera predições à rainha D. Catarina e ao rei D. João III. Entre outras coisas, por ocasião de um eclipse, profetizara a morte de um príncipe, e esta realizou-se no filho mais velho do rei, D. Felipe, falecido em 29 de abril de 1539, com seis anos de idade.
Como ficou mal visto por esta triste predição, anunciou ao rei novos vaticínios mais auspiciosos, embora fazendo a ressalva de que “as ilações tiradas do aspecto dos astros não tinham absoluta certeza” pois os desígnios de Deus eram inescrutáveis e muitas vezes anulavam as influências dos astros… Achava o astrólogo que, com esta desculpa, os vaticínios astrológicos poderiam ser considerados devaneios, porém jamais impiedade. Mas uma cópia destas predições foi parar na mão do inquisidor, que o intimou a comparecer ao tribunal da fé, acusado de heresia. Ler texto completo »
Casanova
Casanova (1725-1798), o célebre libertino e conquistador veneziano, lançava mão da astrologia freqüentemente para seduzir as mulheres, como ele próprio admitiu em suas Memórias.
Madame de Pompadour
Madame de Pompadour (1721-1764), amante favorita do rei Luís XV e amiga de Voltaire, gostava de consultar astrólogos e adivinhos. Quando o rei soube que ela tinha mandado fazer o seu horóscopo, aconselhou-a ironicamente a encomendar pelo menos outros cinqüenta “para melhor julgar a verdade ou falsidade de semelhantes predições”.
Ésquilo
Foi um grego famoso quem protagonizou uma das primeiras anedotas da história da astrologia: Ésquilo (525-456 A.C.), o célebre criador da tragédia grega. Apesar da reputação de filósofo e pensador, diz a lenda que ele se mudou para o campo aos 69 anos para escapar à previsão de seu horóscopo, segundo o qual morreria esmagado pela queda de uma casa. Todavia, uma águia desajeitada carregando uma tartaruga deixou escapar sua presa justamente quando voava por cima de Ésquilo. E ela foi cair bem na cabeça do ilustre poeta, provocando-lhe a morte e fazendo cumprir seu horóscopo…
O imortal escritor inglês Jonathan Swift (1667-1745), autor de “As Viagens de Gulliver”, entusiasta defensor da Razão e inimigo feroz de todas as formas de superstição, acabou produzindo um dos episódios mais hilários da história da astrologia. Em sua época, em plena era do Iluminismo, as classes cultas tinham por moda escarnecer das chamadas “artes divinatórias”. Ler texto completo »
Tira-Gosto VIII
O Duque de Wallestein (1583-1634), célebre guerreiro alemão, general do rei Fernando II durante a guerra dos Trinta Anos, foi um fervoroso adepto da astrologia.
Quando contava vinte e cinco anos de idade, encomendara o seu horóscopo a Kepler, por um intermediário, e este lhe havia predito um destino brilhante. Em 1624, dezesseis anos depois, e desta vez sem ocultar sua identidade, voltou a encomendar-lhe outro horóscopo. Kepler fez previsões para o espaço de dez anos, parando em 1634, com a profecia de que “Marte trará espantosas descobertas no país”. O duque foi assassinado em 25 de fevereiro daquele ano… Ler texto completo »











