Arquivo da Categoria ‘ Previsões ’
Elsbeth Ebertin, astróloga alemã, ficou célebre em 1923 ao publicar o seu almanaque anual de profecias com o mapa astrológico de Adolf Hitler, então com trinta e quatro anos de idade. Ler texto completo »
Napoleão e os astros
No dia em que Napoleão nasceu, a 15 de agosto de 1769, um cometa foi visto a olho nu, prenunciando-lhe um destino excepcional. Ao morrer, em 5 de maio de 1821, outro cometa também foi visto nos céus. Este astro havia sido observado pela primeira vez em 11 de janeiro deste ano. Segundo relato do médico do imperador, quando ele soube do cometa um mês antes de morrer exclamou: “Um cometa! Foi o sinal precursor da morte de César… Eu estou no fim, tudo me anuncia.” Ler texto completo »
Galileu
Galileu (1564-1642), físico e astrônomo, que passou para a posteridade, principalmente, por ter derrubado em definitivo a teoria geocêntrica de Ptolomeu, também faz parte da história da astrologia.
Como Kepler e Tycho Brahe, acreditava na adivinhação astral e elaborou numerosos temas. Dava aulas, consultas astrológicas e teve a reputação de grande competência nesta área. Apesar disso, em 1609, fez o horóscopo do seu protetor, o grão-duque da Toscânia, a quem predisse uma vida longa. Mas a alta personagem morreu semanas depois…
Sétimo-Severo
Sétimo-Severo, imperador romano de 193 a 211, desde cedo acreditara nas previsões de astrólogos e os consultava quando precisava tomar decisões importantes. Antes de se tornar imperador, quando perdeu a mulher e fazia planos para segundas núpcias, mandou tirar o horóscopo das moças de boa família que estavam disponíveis para casar.
Mas, segundo as regras da astrologia, os temas que levantou eram pouco animadores. Soube, então, que na Síria havia uma jovem chamada Júlia à qual os astrólogos haviam predito que se casaria com um rei. Nesta época, Severo não era mais do que embaixador; correu a pedi-la em casamento e foi atendido. Mas, algum tempo depois, ficou atormentado de dúvidas: seria ele o esposo coroado que o destino reservara a esta mulher, nascida sob tão feliz configuração astral? Será que ela não teria um segundo marido, que se tornaria rei? Para tirar a dúvida, depois de muita reflexão, Severo foi à Sicília consultar um famoso astrólogo. O imperador Cômodo ficou sabendo disso e ficou furioso. A sua cólera era temível mas, por sorte, Severo tinha muitos amigos na corte e graças a intervenção deles escapou do pior. Logo depois Cômodo morria estrangulado pelo atleta Narciso e o destino previsto para a sua mulher cumpria-se.
Segundo alguns historiadores, além de ter um astrólogo particular, Severo chegou a estudar astrologia e teve como mestres os astrólogos Aomar e Benal. Tinha tanto apreço pela matéria que mandou gravar representações das estrelas em vários edifícios que mandou construir.
A Estrela de Caxias
Em 19 de março de 1843, o Duque de Caxias (então Barão), na Presidência e Comando das Armas da Província do Rio Grande do Sul, iniciava a marcha triunfal que colocaria fim à Guerra dos Farrapos, uma luta fratricida que já durava 8 anos. O Exército que iria comandar estava a pé, no Passo São Lourenço, e, para remontá-lo executou uma ousada e bem sucedida manobra, transportando por grande distância (desde o Rincão dos Touros em Rio Grande, passando por Pelotas, São Lourenço, Camaquã e Tapes), 7.000 cavalos que devolveram a mobilidade àquelas tropas cujo comando lhe fora destinado.

“Estrela de Caxias” pintado no Rio de Janeiro em 1843 por José dos Reis Carvalho, mestre de Desenho da Escola Naval (imagem obtida do site da AHIMTB). Foto restaurada com auxílio de computação, pelo Capitão-de-Fragata Carlos Norberto Stumpf Bento.
Neste dia, “seus soldados divisaram nos céus um fenômeno jamais visto. Era um enorme cometa que os soldados logo batizaram: – É a boa estrela do nosso general barão de Caxias! É a Estrela de Caxias!”
A notícia se espalhou pelo Exército como um rastilho de pólvora e logo chegou ao povo gaúcho e aos acampamentos dos farrapos em Alegrete, onde estavam reunidos em Constituinte. No imaginário popular os cometas sempre foram associados a eventos nefastos e nesta ocasião não foi diferente; somado a isso, a reputação de Caxias acabou levando-os a acreditar que o fenômeno era um mau presságio à causa. Ler texto completo »
Pedro Nunes, astrólogo?
Pedro Nunes (1502–1578), notável matemático e astrônomo português, referiu-se à astrologia apenas uma vez no seu livro De crepusculis (1542) como uma “crendice vã e já quase rejeitada que emite juízos sobre a vida e a fortuna”. No entanto, atribui-se a ele uma predição astrológica relacionada ao reinado do célebre D. Sebastião.
Em 1568, quando o príncipe, de quem era tutor, completou catorze anos, a Rainha Regente D. Catarina d’Áustria resolveu entregar-lhe o governo de Portugal. Alguns dias antes da realização da cerimonia da posse do novo Rei, Pedro Nunes dirigiu-se à Regente para a prevenir de que a posse do neto deveria ser retardada, porque no dia escolhido os astros estariam em “posição de mau agouro”. Por causa disso, se EI-Rei começasse a governar nesse dia, o seu reinado “seria instável, cheio de inquietações e de curta duração”. Ler texto completo »
Dr. Simon Forman
Dr. Simon Forman (1560-1611), ficou conhecido como o astrólogo da fortuna. Nascido na Inglaterra, filho de um fabricante de velas, foi aprender astrologia na Holanda. Ao voltar para sua pátria, estabeleceu-se como astrólogo e médico em Lambeth, onde fez fortuna atendendo nobres e plebeus.
Ao analisar seu próprio horóscopo, predisse que seria lorde no prazo de dois anos, mas o que aconteceu transcorrido este tempo é que… foi parar na prisão de Newgate.
Segundo uma lenda, o médico e astrólogo Nectanebo teria atrasado artificialmente o nascimento de Alexandre, o Grande (356 A.C.-323 A.C.), para fazer com que ele viesse ao mundo sob uma constelação planetária particularmente poderosa.
Alexandre nasceu entre as dez horas e a meia-noite, com o Sol entrando em Leão e o signo de Áries no Ascendente. Esta combinação correspondia bem à sua vocação de guerreiro e conquistador.
Johannes Stöffler
Em 1524 muitos astrólogos, como o alemão Johannes Stöffler, prognosticaram um dilúvio de proporções mundiais que engoliria a humanidade, por conta de uma conjunção de todos os planetas em Peixes, no mês de fevereiro deste ano. A Europa inteira passou um ano de apreensão e nada aconteceu, o que não impediu os astrólogos a continuarem com suas previsões…








