Publicado por: Bira Câmara
A morte do rei Henrique IV da França foi anunciada por vários astrólogos, o que provocou um comentário irônico por parte deste soberano:
“Eles acertarão um dia e o povo se lembrará melhor dessa única vez em que a predição foi verificada, do que das inúmeras outras em que falharam”.
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Galileu (1564-1642), físico e astrônomo, que passou para a posteridade, principalmente, por ter derrubado em definitivo a teoria geocêntrica de Ptolomeu, também faz parte da história da astrologia.
Como Kepler e Tycho Brahe, acreditava na adivinhação astral e elaborou numerosos temas. Dava aulas, consultas astrológicas e teve a reputação de grande competência nesta área. Apesar disso, em 1609, fez o horóscopo do seu protetor, o grão-duque da Toscânia, a quem predisse uma vida longa. Mas a alta personagem morreu semanas depois…
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- Que o primeiro romance policial astrológico foi publicado em 1964, de autoria do escritor francês Jacques Bergier, um dos autores de “O Despertar dos Mágicos”? O título: “Malgré Jupiter”. No livro, tanto a ação criminosa como a investigação sobre ela são condicionadas pelos signos planetários de cada um dos personagens.
- Que Goering e Rosenberg, dois dos principais colaboradores de Hitler, eram o que se pode chamar de “gêmeos astrais”? Nasceram ambos no mesmo dia: 12 de janeiro de 1893. Embora fossem de natureza diferente, acabaram se encontrando no seio de um partido de poucos membros em seu início. Goering tornou-se marechal e ministro da Defesa do Terceiro Reich e Rosenberg ministro de Educação.
- Que Urbano Leverrier, o astrônomo que descobriu o planeta Netuno em 1846, era do signo de Peixes e que naquele ano Netuno se encontrava também neste signo?
- Que o primeiro astrólogo expulso do seio da Igreja por “heresias astrológicas” foi o matemático Aquilla Portico, no ano de 120?
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Em 1524 muitos astrólogos, como o alemão Johannes Stöffler, prognosticaram um dilúvio de proporções mundiais que engoliria a humanidade, por conta de uma conjunção de todos os planetas em Peixes, no mês de fevereiro deste ano. A Europa inteira passou um ano de apreensão e nada aconteceu, o que não impediu os astrólogos a continuarem com suas previsões…
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O ofício de astrólogo e adivinho era dos mais arriscados na Antigüidade, pois os poderosos não costumavam perdoar as profecias acertadas, quando anunciavam desastres, nem quando falhavam, se previam sucessos.
- Nabucodonosor, rei da Babilônia, mandou executar todos os adivinhos porque não conseguiam interpretar um de seus sonhos.
- Na Atlântida, segundo a lenda, seus habitantes executaram os adivinhos que previram a destruição do continente.
- Já o profeta Isaías acabou executado por Manassés, por ter anunciado a destruição de Jerusalém.
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O segundo filho de Nostradamus tentou seguir a carreira de adivinho, mas não teve o mesmo êxito do pai. A princípio deu a impressão de que teria um destino promissor: fez uma predição ao rei da Polônia, em 1573, anunciando que iria ocupar outro trono ainda mais importante e no ano seguinte ele se tornou o rei da França. Previu epidemias para 1580 e elas aconteceram pontualmente. Mas depois prognosticou que a cidade de Pouzin, então sitiada pelas tropas do rei, desapareceria num incêndio e, para garantir o cumprimento de sua previsão, ele mesmo pôs fogo na cidade. Para seu azar, foi surpreendido em flagrante e morto.
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Erasmo de Rotterdam (1467-1536), filósofo holandês, satirizou a astrologia no seu “Elogio da Loucura”.
Apesar do ceticismo em relação à astrologia, em certa ocasião ficou doente e foi curado por médicos húngaros que lhe deram uma “poção astrológica” para expulsar os “efeitos de Leão”. Mesmo assim, duvidou se o efeito benéfico teria relação com a mágica ou não.
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No passado, a aparição de um cometa nos céus espalhava o pânico, devido à antiga crença de que eram portadores de desgraças e anunciavam a morte dos soberanos. Em 1664, a passagem de um cometa foi associado à terrível epidemia de peste bubônica que assolou Londres no ano seguinte e matou um habitante em cada cinco.
Este mesmo cometa levou o rei de Portugal, Afonso VI, a um rasgo de heroísmo: do terraço de seu palácio, apontou uma pistola para o astro e o desafiou, lançando-lhe furiosas imprecações…
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Casanova (1725-1798), o célebre libertino e conquistador veneziano, lançava mão da astrologia freqüentemente para seduzir as mulheres, como ele próprio admitiu em suas Memórias.
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Madame de Pompadour (1721-1764), amante favorita do rei Luís XV e amiga de Voltaire, gostava de consultar astrólogos e adivinhos. Quando o rei soube que ela tinha mandado fazer o seu horóscopo, aconselhou-a ironicamente a encomendar pelo menos outros cinqüenta “para melhor julgar a verdade ou falsidade de semelhantes predições”.