Publicado por: Bira Câmara
O segundo filho de Nostradamus tentou seguir a carreira de adivinho, mas não teve o mesmo êxito do pai. A princípio deu a impressão de que teria um destino promissor: fez uma predição ao rei da Polônia, em 1573, anunciando que iria ocupar outro trono ainda mais importante e no ano seguinte ele se tornou o rei da França. Previu epidemias para 1580 e elas aconteceram pontualmente. Mas depois prognosticou que a cidade de Pouzin, então sitiada pelas tropas do rei, desapareceria num incêndio e, para garantir o cumprimento de sua previsão, ele mesmo pôs fogo na cidade. Para seu azar, foi surpreendido em flagrante e morto.
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Domiciano (51-96), imperador romano de 81 a 96, último dos doze césares, tinha um astrólogo particular que o aconselhou a executar Metius Pomposanius, porque se espalhara entre o povo o boato de que o seu horóscopo lhe prenunciava o governo do império. No entanto, este mesmo astrólogo foi incapaz de prever a ascensão de Nerva, que o sucedeu como imperador… Ler texto completo »
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Na obra História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal (Livros V e VI), Alexandre Herculano fala do processo do astrólogo Aires Vaz, médico do Paço imperial, de origem hebraica, que fizera predições à rainha D. Catarina e ao rei D. João III. Entre outras coisas, por ocasião de um eclipse, profetizara a morte de um príncipe, e esta realizou-se no filho mais velho do rei, D. Felipe, falecido em 29 de abril de 1539, com seis anos de idade.
Como ficou mal visto por esta triste predição, anunciou ao rei novos vaticínios mais auspiciosos, embora fazendo a ressalva de que “as ilações tiradas do aspecto dos astros não tinham absoluta certeza” pois os desígnios de Deus eram inescrutáveis e muitas vezes anulavam as influências dos astros… Achava o astrólogo que, com esta desculpa, os vaticínios astrológicos poderiam ser considerados devaneios, porém jamais impiedade. Mas uma cópia destas predições foi parar na mão do inquisidor, que o intimou a comparecer ao tribunal da fé, acusado de heresia. Ler texto completo »
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O imortal escritor inglês Jonathan Swift (1667-1745), autor de “As Viagens de Gulliver”, entusiasta defensor da Razão e inimigo feroz de todas as formas de superstição, acabou produzindo um dos episódios mais hilários da história da astrologia. Em sua época, em plena era do Iluminismo, as classes cultas tinham por moda escarnecer das chamadas “artes divinatórias”. Ler texto completo »
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O Duque de Wallestein (1583-1634), célebre guerreiro alemão, general do rei Fernando II durante a guerra dos Trinta Anos, foi um fervoroso adepto da astrologia.
Quando contava vinte e cinco anos de idade, encomendara o seu horóscopo a Kepler, por um intermediário, e este lhe havia predito um destino brilhante. Em 1624, dezesseis anos depois, e desta vez sem ocultar sua identidade, voltou a encomendar-lhe outro horóscopo. Kepler fez previsões para o espaço de dez anos, parando em 1634, com a profecia de que “Marte trará espantosas descobertas no país”. O duque foi assassinado em 25 de fevereiro daquele ano… Ler texto completo »
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John Heydon, astrólogo inglês do século XVII, filho do célebre astrólogo Sir Cristhopher Heydon, predisse que Oliver Cromwell seria enforcado, mas o Lorde Protetor morreu… na cama em 1658. Foi ridicularizado pelos seus contemporâneos, mas dois anos depois da restauração da monarquia em 1660, o Parlamento ordenou a exumação do cadáver de Cromwell para que fosse enforcado e exposto à execração pública…