A origem da astrologia remonta aos primórdios da humanidade. Segundo Berósis, o sacerdote caldeu que a introduziu na Grécia no século III A.C., ela foi transmitida aos homens por um ser fantástico, metade peixe e metade homem, que emergiu do oceano e ensinou tudo o que é humano ao homo sapiens, há mais de 5.000 anos atrás. De acordo com esta lenda, Oannes transmitiu aos sumerianos as letras, as artes e as ciências. Isso aconteceu na Babilônia, naquela região onde a civilização começou e que atualmente compreende o deserto do Kuwait, o Irã e o Iraque, exatamente onde a tradição situa também a localização geográfica do bíblico jardim do Éden. Ler texto completo »
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Guido Bonatti (1235-1296) foi o mais conhecido e maior astrólogo da sua época. Sua obra capital, o “Livro de Astronomia”, é considerada por muitos como o texto astrológico mais importante escrito em latim durante o século XIII. Recebeu dos seus contemporâneos o título de Doctor Siderabilissimus e sua influência e renome eram tais que Dante o colocou no oitavo círculo do Inferno, no quarto Anel, dos bruxos e advinhos. Lá, são colocadas as almas malditas que tentaram adivinhar o futuro e ficaram com as cabeças viradas para trás (olhando o passado) e os olhos encobertos de lágrimas. Todos os seus empregadores combateram a autoridade papal e os seus exércitos, e também foram excomungados. Ler texto completo »
Uma novidade que certamente irá despertar a curiosidade dos aficcionados da astrologia chega da Itália. Foi realizado, na cidade de Ascoli, um filme baseado na vida do controvertido astrólogo italiano Francesco Stabili, que ficou conhecido como Cecco D’Ascoli (c.1269-1327), contemporâneo e desafeto de Dante Alighieri.
Dirigido por Piero Maria Benfatti, o filme produzido em 2004 tem no papel principal o ator Tobias Moretti. O título, em italiano, é L’Eretico. Além de Moretti, os atores Toni Bertorelli, Remo Girone, Robert Stadlober, Ernesto Mahieux, Lucio Zagaria, Luigi Maria Burruano e Lino Capolicchio compõem o elenco. O filme foi exibido no Festival do Filme Independente de Roma em 2006.
Vítima da conspiração de inimigos poderosos, Cecco d’Ascoli teve de abandonar o cargo de professor de astrologia da Universidade de Bolonha e terminou seus dias condenado à fogueira por heresia pela Santa Inquisição em 1327.
Foi um grande homem de cultura e ciência, autor de um poema verdadeiramente enciclopédico, L´Acerba, onde abordou de maneira demasiado livre temas como a fé, a cosmografia, a moral, a história natural e a religião.
Durante a guerra civil inglesa (1642-48), os astrólogos ingleses participaram ativamente na guerra tomando partidos diferentes, o rei de um lado e o Parlamento do outro, ambos igualmente curiosos para saber quem as estrelas apontavam como vencedor da disputa. Ler texto completo »
A guerra civil inglesa
Uma das consequências da guerra civil inglesa foi o relaxamento da censura, que permitiu a publicação de inúmeras obras astrológicas, contribuindo para o grande interesse pela astrologia na Inglaterra em meados do século 17. A invenção da imprensa e a adoção de inglês no lugar do latim por autores de obras astrológicas também contribuiu para que a astrologia se disseminasse.
William Lilly
Elsbeth Ebertin, astróloga alemã, ficou célebre em 1923 ao publicar o seu almanaque anual de profecias com o mapa astrológico de Adolf Hitler, então com trinta e quatro anos de idade. Ler texto completo »
Tycho Brahe
Nenhum outro astrólogo teve uma vida tão excêntrica quanto Tycho Brahe. Verdadeira “figurinha carimbada” na história da astrologia, deu-se ao luxo de manter até um bobo da corte em seu castelo e observatório astronômico.
Na história da astrologia e da astronomia, segundo David Plant, Tycho é o personagem “mais estranho e pitoresco de todos os filhos de Urânia”. Arthur Koestler qualificou-o como “uma exceção refrescante entre os sombrios, tortuosos, gênios neuróticos da ciência”. Ler texto completo »
Molera
Em 1533, o astrólogo espanhol Molera, médico de Vich, escreveu um Prognostich per l’any Mill DXXXIII, onde registrou no terceiro capítulo a predição da morte de Lutero para o ano de 1536, mas este teimou em ficar vivo até 1546…
Luís XI, rei da França de 1461 a 1483, foi um político hábil, mas cruel, despótico e sem escrúpulos. Conseguiu unificar a França e impor obediência aos senhores feudais, apoderando-se de boa parte de seus territórios para anexar à coroa. Este soberano era da opinião que “não sabia reinar quem não soubesse dissimular”. Praticamente acabou com o feudalismo na França, livrando-se dos senhores feudais pela violência quando a astúcia não era suficiente. Enfrentou quinhentos nobres que se organizaram contra ele. Ler texto completo »









